segunda-feira, 29 de maio de 2017

Akitas - Socialização?


Akitas – Socialização?
Este parece um tema recorrente em diversos momentos seja em grupos de discussão na internete ou até mesmo em parques e praças pela cidade.
Ocorre que a “socialização” que paira na mente dos humanos é muito diferente da “socialização” que paira na mente dos cães. Temos que pensar em alguns aspectos importantíssimos que vão compor o contexto desta “socialização”.
Na fixação genética, a genética ancestral do temperamento passa para os filhotes. Então os filhotes apresentam o temperamento da raça já quando nascem.
Quando não há excelência na qualidade  sangue do Akita, observarmos uma  grande oscilação de temperamento seja para agressivo ou muito dócil.
Embora as variáveis são muitas, no momento vou me ater apenas a algumas considerações.
Conhecer muito bem a origem do cão, e o temperamento dos seus ancestrais, ajuda muito na compreensão do cão como indivíduo.

Em primeiríssimo lugar, temos que pensar em como se sente o cão mediante essa “socialização” imposta, tirando dele o direito de ser um indivíduo com características próprias. Generalizar é tirar o cão este direito de ser único, de ser especial, de ser ele mesmo.
Existem raças de fácil socialização, pois pela própria função são cães que interagem bem com outros cães e humanos.
Entretanto existem cães que por função e perfil de temperamento, não convivem bem com outros cães e pessoas, e este é o caso da raça Akita quando em excelência de linhagem sanguínea. Forçar a socialização poderá ser desastroso. Uma análise profunda da função e temperamento da raça, se faz necessária para que os limites do cão sejam respeitados.
É preciso respeitar  essência de temperamento do Akita. Ocorre que muitas pessoas desconhecem totalmente que o cão tenha um temperamento próprio e único em função da raça. Piorando a situação já caótica, muitos que se dizem “criadores” desconhecem completamente o temperamento original o Akita. Isto pra nem citar, os que sequer valorizam o temperamento original  – diferentemente dos criadores sérios que buscam cada vez mais aprendizado.
O comportamento do cão é o resultado da soma do que ele traz geneticamente no seu temperamento mais as experiências que ele vivencia. Prestar atenção na emissão dos sinais emitidos pelo cão, percebendo o que deixa o cão confortável  -ou não- é o grande segredo para caminhar na direção do conforto emocional para o cão.
Em uma mesma ninhada, temos os mesmos pais, e a mesma carga genética, mas cada filhote reage de uma forma emocional as circunstâncias, pois cada um é um indivíduo.
Sim, é preciso ressaltar a individualidade do cão, pois em geral as pessoas não pensam no cão como um indivíduo.
As inúmeras variáveis na análise desta possível “socialização” requerem do tutor/dono, uma compreensão ampla de tudo o que envolve cada Akita. Em se tratando de Akitas, o tema se torna ainda muitíssimo mais complexo, o texto daria um livro, acredite.
Só para exemplificar, embora este seja um tema a ser ainda abordado em um outro texto, a castração tem grande impacto no comportamento da raça, embora muitas pessoas desconheçam o fato e outras o ignorem.
Forçar Akitas a socializar com outros cães e com pessoas estranhas e intrusas, em muito afeta o comportamento do Akita, uma vez que vai contra o perfil de temperamento da raça, pode promover instabilidade no comportamento depois da adolescência ou mesmo adulto.
O Akita com temperamento original, deve reconhecer instintivamente: o dono, o amigo do dono, o estranho e o intruso sendo que só ao intruso ele deverá atacar.
Hora, se um estranho toca um Akita, passa imediatamente de estranho a intruso e então o Akita entende de pode atacar. Claro que falo aqui de um Akita equilibrado, com temperamento instintivo ativo.
As questões de dominância e manejo com os Akitas é algo que embora pareça simples precisam de cuidados específicos em atenção, amor e dedicação.
Em tempos em que até os bons criadores enfrentam dificuldades para conseguirem a fixação do temperamento original da raça em suas linhagens, os proprietários de cães que tem apenas informações generalizadas da raça ficam totalmente perdidos em relação ao temperamento e comportamento dos seus cães.
Respeitar o cão, como indivíduo, sendo ele de qualquer raça, é direito do cão. Sendo ele um cão da raça Akita, a responsabilidade do criador e do tutor, vai muitíssimo além...
Sei que muitos indicam a socialização por puro desconhecimento, e outros por terem aprendido errado, mas enquanto pesquisadora temperamento-comportamental Akita, criadora há mais de 30 anos e  terapeuta emocional de humanos e pets, trago em mim aportada a responsabilidade em orientar e alertar.
Saudações akiteiras...

Soraya* e Ulisses Guedes
Criadores e Juízes CBKC – FCI
30 anos de Criação e Estudo Aprofundado da Raça Akita
www.moradadosursos.com.br - Canil
www.codigoakita.com.br – Blog Temperamento-Comportamental Akita
* Consultora e Pesquisadora Comportamentalista de Cães Akitas desde 1987
Juíza Especializada na Raça Akita – CBKC/FCI 1993 a 2013 - Terapeuta Emocional Akita

Obs.: compartilhe, publique, replique mas não altere o texto- publique na íntegra- lembre-se dos créditos.
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domingo, 29 de maio de 2016

Cristal e Filhotes - Código Akita 05/2016




Olá!... No artigo anterior compartilhei a análise de temperamento dos pais da ninhada -Ruffus x Cristal - e falei um pouco sobre a gestação dela. O vídeo ficou bem bacana, quem não viu, pode procurar na página do Código Akita no Youtube.

Dando continuidade ao nosso trabalho de apresentação da análise de temperamento e comportamento, apresento aqui a análise de como está se desenhando o temperamento e comportamento dos filhotes entre 25 e 30 dias. Trago alguns momentos dos filhotes em vídeo, espero que gostem..rs
Parto da Cristal em 16/04/2016: normal, intervalos regulares aproximado de 1 hora e

FÊMEAS

BABALOO - vermelha: ganhou este nome em homenagem a uma das fêmeas do nosso antigo plantel – excelente matriz.
-Nascimento: Nasceu praticamente mamando - tão rápido encontrou a teta..rs. Quando com fome, mergulhava e empurrando os irmãos para mamar, e mamava muito mesmo..rs.
Instinto de alerta: se a mãe late já sai em disparada para perto, olhando na mesma direção em que a mãe está olhando. Até perceber o que aconteceu, vai e volta para onde estão os irmãos e retorna para o lado da mãe. Fica indo e voltando até a mãe sossegar.
-Adaptação ao papel de higiene: curiosa, praticamente comeu o papel assim que foi colocado no chão, então subiu se abaixou e fez xixi...rs daí pra cá é só colocar o papel e pronto, lá vem a “dança da chuva”..rsrs..
-Esboço do temperamento: Ela é muito alegre, curiosa, dengosa e sapeca. É também muito observadora e busca novidades o tempo todo. Dominância moderada, provavelmente vai precisar de voz ativa da família.
Estrutura mais indicada:
-estrutura “familiar” com crianças e adolescentes.
-estrutura de criação: seu temperamento é indicado também para matriz, desde que não fique confinada, a fim de que tenha suas necessidades de amor e carinho suficientemente supridas para que o temperamento se apresente equilibrado.
-Obediência: aceita os primeiros comandos sem maiores problemas.
-Acompanhamento: farei acompanhamento em intervalos regulares, até o desmame da primeira cria. Após este período, de forma esporádica.
Obs.: Caso fique com criador, acompanharei demais ninhadas.

BIJÚ - vermelha: ganhou este nome por ser vermelha num tom que se assemelha ao biju – um biscoito doce, crocante muitíssimo delicado ser encontrado no nordeste brasileiro.
-Nascimento: nasceu sob intervalo regulares de aproximadamente 1 hora. Nasceu já procurando a teta e encontrou muito rápido..rs. Quando com fome, logo encontrava um brechinha entre os irmãos para mamar, e mamava muito. Difícil os irmãos a tirarem da teta...rs
Instinto de alerta: se a mãe late ela corre e observa voltada na mesma direção onde a mãe está olhando,
-Adaptação ao papel de higiene: observou que o papel era seguro para fazer suas necessidades e imediatamente aprendeu a usar o papel.
-Esboço do temperamento: delicada, dengosa e traz um olhar apaixonado. Dominância moderada, espera-se que se submeta com facilidade aos componentes da família.
-Estrutura mais indicada: requer estrutura “familiar” onde receba atenção e orientação suficiente a fim de que possa aflorar a essência do seu temperamento, de forma que se apresente equilibrado.. com crianças e possivelmente até outros pequenos animais que já estejam na casa.
-Obediência: aceita os primeiros comandos sem maiores problemas.
-Acompanhamento e observação de temperamento e comportamento: farei acompanhamento em intervalos regulares, até o desmame da primeira cria. Após este período, de forma esporádica.

YUME - tigrada: ganhou este nome em homenagem a uma linda fêmea tigrada que era a paixão do meu filho mais novo quando pequeno.
-Nascimento: Nasceu já procurando a teta e encontrou muito rápido..rs. Quando com fome, mergulhava a fim de tirar os irmãos da teta para mamar, e mamava muito..rs. rs
Instinto de alerta: se a mãe late ela corre e observa, e volta a fazer o que estava fazendo quando percebe que nada aconteceu.
-Adaptação ao papel de higiene: foi atrás da irmã e sentiu segurança para fazer suas necessidades. Aprendeu a usar o papel imediatamente.
-Esboço do temperamento: delicada, dengosa e traz um olhar apaixonado. Dominância moderada, espera-se que se submeta com maior facilidade aos componentes da família
-Estrutura mais indicada: requer estrutura “familiar” com crianças e possivelmente até outros pequenos animais que já estejam na casa, onde receba atenção e orientação suficiente a fim de que possa aflorar a essência do seu temperamento, de forma que se apresente equilibrado..
-Obediência: aceita os primeiros comandos sem maiores problemas.
-Acompanhamento e observação de temperamento e comportamento: farei acompanhamento em intervalos regulares, até o desmame da primeira cria. Após este período, de forma esporádica.

MAYA - vermelha: ganhou este nome em homenagem a uma linda elefantinha que salvou um garotinho em uma tsunami.
-Nascimento: Nasceu já procurando a teta e encontrou muito rápido..rs. Quando com fome, empurrava os irmãos da teta para mamar, e mamava muito também..rs.
Instinto de alerta: se a mãe late ela primeiro observa, fica parada até perceber o que aconteceu, se achar que precisa levantar e correr até a mãe e fica com ela, como se dissesse “olha, estou aqui”... e fica com a mãe até a mãe sossegar.
-Adaptação ao papel de higiene: observou as irmãs, só depois foi ao papel e fez xixi. Assim, aprendeu a usar o papel de forma segura e fácil.
-Esboço do temperamento: delicada, dengosa e observadora, busca novidades e explora seu entorno. Dominância moderada, provavelmente vai precisar de voz ativa da família.
-Estrutura mais indicada:
-estrutura “familiar” com crianças e adolescentes sendo que muito provavelmente conviva bem até outros pequenos animais que já estejam na casa.
-estrutura de criação: seu temperamento é indicado também para matriz, desde que não fique confinada, a fim de que tenha suas necessidades de amor e carinho suficientemente supridas para que o temperamento se apresente equilibrado.
-Obediência: aceita os primeiros comandos sem maiores problemas.
-Acompanhamento e observação de temperamento e comportamento: farei acompanhamento em intervalos regulares, até o desmame da primeira cria. Após este período, de forma esporádica.
Obs.: Caso fique com criador, acompanharei demais ninhadas.

MACHOS
THOR - vermelho: ganhou este nome pois quando nasceu a manchinha branca que tinha no cangote parecida com o martelo do Thor,,rs
-Nascimento: Nasceu sonolento, mas logo acordou e foi direto em direção a teta, encontrando depois de algumas tentativas. Mais um para a categoria dos mergulhadores rs empurrava os irmãos e atravessava para proteger as tetas da mãe, bloqueando o caminho. Entrava por baixo das patas dianteiras da mãe e fez disso quase uma estratégia para encontrar sempre a mesma teta.
-Instinto de alerta: se a mãe late ele levanta a cabeça, observa, dificilmente se move em direção a ela mas busca o olhar em direção ao ponto onde ela olha. Fica observando as irmãs, meio que aguardando um desfecho.
-Adaptação ao papel de higiene: observou o papel cheirou, subiu e fez xixi...rs daí pra cá é só colocar o papel e pronto, lá vem a dança da chuva..rsrs..
-Esboço de temperamento: observador, quieto e interessado, apresenta curiosidade moderada. Tende a alta dominância, importante que todos os componentes da família tenham voz ativa e pulso firme.
-Estrutura mais indicada:
-estrutura “familiar” com crianças, adolescentes e adultos.
-estrutura de criação: seu temperamento indicado para padreador, desde que não fique confinado, a fim de que tenha suas necessidades de limite, amor e carinho suficientemente supridas. Só assim será possível aflorar a essência do seu temperamento, de forma que se apresente equilibrado.
-Obediência: aceita os primeiros comandos sem maiores problemas.
-Acompanhamento e observação de temperamento e comportamento: farei acompanhamento em intervalos regulares, até os 2 anos de idade.
Obs.: Caso fique com criador, acompanharei demais ninhadas.

KIRINGI - tigrado: ganhou este nome em homenagem a um cão magnífico, de propriedade de um grande amigo, Jonas Filho, grande criador no Rio de Janeiro, na década de 1990. Nascimento: Nasceu sonolento, e foi em direção a teta, encontrando de forma certeira. Quando queria mamar, mergulhava entre os irmãos, empurrava e rosnava. Entrava por baixo das patas da mãe e se pudesse até a mãe ele movia do lugar pra alcançar a teta.
Instinto de alerta: se a mãe late ele levanta a cabeça, observa, dificilmente se move em direção a ela mas busca o olhar em direção ao ponto onde ela olha. Fica observando as irmãs, meio que aguardando um desfecho.
-Adaptação ao papel de higiene: observou o papel cheirou, subiu e fez xixi...rs daí pra cá é só colocar o papel e pronto, lá vem a dança da chuva..rsrs..
-Esboço de temperamento: extremamente observador, quieto, intrépido, interessado, mas não curioso. Tende a alta dominância, requer voz ativa de todos os componentes da família, ou do criador.
-Estrutura mais indicada:
-estrutura “familiar” com crianças, adolescentes e adultos.
-estrutura de criação: seu temperamento indicado para padreador, desde que não fique confinado, a fim de que suas necessidades de limite, amor e carinho sejam suficientemente supridas. Só assim será possível aflorar a essência do seu temperamento, de forma que se apresente equilibrado.
-Obediência: aceita os primeiros comandos sem maiores problemas.
-Acompanhamento e observação de temperamento e comportamento: farei acompanhamento em intervalos regulares, até os 2 anos de idade.
Obs.: Caso fique com criador, acompanharei demais ninhadas.

Absolutamente importante que os cães sejam direcionados ao tipo de estrutura familiar adequado a fim de conseguir o máximo equilíbrio possível de seu temperamento e comportamento.

No próximo post falaremos da próxima fase de análise... até lá!

Saudações akiteiras...
Soraya Guedes
Criadora Consultora e Pesquisadora Comportamentalista de cães Akitas desde 1987
Juíza da Raça Akita – CBKC/FCI 1993 a 2013
Obs.: compartilhe, publique, replique – não altere o texto e lembre-se dos créditos
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terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Akitas, emoções de fim de ano e fogos de artifício...

Akitas, emoções de fim de ano e fogos de artifício...
O natal traz consigo a representação maior de amor e fraternidade sob a Boa Nova do nascimento de Jesus, o Cristo!
O cenário apresentado pela mídia é de festa e alegria sorrisos e muitos presentes... Ocorre que é também nesta época que muitas pessoas vivem o drama da perca de entes queridos, quando o coração aperta e a saudade dói profundamente...
Momento de alegria para uns e dor para outros...
fato é que os Akitas percebem esse turbilhão de energia, e assim que se iniciam os anúncios do natal, os proprietários mais atentos, podem perceber seus Akitas um tanto mais próximos, mais atentos a eles, e até mais apreensivos.. obviamente que estamos falando em cães já adultos, embora alguns filhotes a partir dos 6 meses possam apresentar também esse comportamento, mas não é a regra.
O entorno doméstico muda, a cidade fica com fluxo de movimentação energético fica diferente do normal. Os cães percebem certa movimentação diferente no lar, na vizinhança e até no bairro..
Conforme se aproxima o dia 24 de dezembro, já ouvimos estourar os fogos comemorativos das festas, despertando grande preocupação em muitos proprietários de cães. Ah sim, pois não são apenas os Akitas que sofrem com os fogos.
Ocorre que alguns cães não se importam, enquanto outros sofrem muito mesmo.
Desta maneira, vejamos algumas possíveis causas pelas quais os cães reagem aos fogos:
- por insegurança: causando medo fazendo o cão buscar lugar seguro;
- por medo ocasionado por trauma: quando o cão busca se esconder em lugares tipo “toca”;
- por sensibilidade auditiva: quando procuram além de se proteger em “tocas”, também proteger a cabeça com as patas.
E então entra em cena a pergunta que não quer calar: “ Como posso ajudar o meu cão?”
Uma das formas possíveis é dar aos cães Florais de Bach, para enfrentarem o momento de crise.
Portanto deixo aqui como um "presente" a todos os cães que precisam de ajuda, composições florais para que possam passar de uma forma menos traumática a época dos fogos.
Lembro que não estou passando um tratamento, mas sim composições de buques pontuais para momentos de crise. Também informo que estou com a agenda lotada, e por isso não posso aceitar novos atendimentos. Mas posso sim ajudar a muitos por intermédio deste texto, então, aí vão composições florais que vocês podem mandar preparar em farmácia de manipulação homeopática:
a) Quando a causa é insegurança:
Essências: Scleranthus+Mímulus+Rescue+ Star of Bethlehem+ Cerato
1 frasco 30 ml Conservante: Glicerina 30%
Modo de usar: pingar 4 gotas, 4x ao dia na boca do cão de forma cobrir as 24h. Colocar ainda no pode de água do cão, em todas as trocas de água – manter água limpa e fresca. Nos dias de Natal e Ano Novo dar 6 a 8 vezes ao dia
b) Quando a causa é medo por trauma:
Essências: Rosck Rose+Mímulus+Rescue+ Star of Bethlehem+ Cerato
1 frasco 30 ml Conservante: Glicerina 30%
Modo de usar: pingar 4 gotas, 4x ao dia na boca do cão de forma cobrir as 24h. Colocar ainda no pode de água do cão, em todas as trocas de água – manter água limpa e fresca. Nos dias de Natal e Ano Novo dar 6 a 8 vezes ao dia
c) Quando a causa é hipersensibilidade auditiva:
Essências: Walnut+ Cerato + Olive + Scleranthus + Mímulus +Rescue + Star of Bethlehem
1 frasco 30 ml Conservante: Glicerina 30%
Modo de usar: pingar 4 gotas, 4x ao dia na boca do cão de forma cobrir as 24h. Colocar ainda no pode de água do cão, em todas as trocas de água – manter água limpa e fresca. Nos dias de Natal e Ano Novo dar 6 a 8 vezes ao dia
Se de alguma maneira puder levar alívio aos nossos queridos, por que não fazer?
Se de alguma maneira o texto ajudou você, ficarei feliz em saber.
Desejo a todos, que o momento do Natal possa levar a força necessária a cada um, a fim de que possamos viver nossos dias com dignidade, amor, fraternidade e muita alegria, na medida do possível de cada um de nós junto com nossos “Maravilhosos Akitas”.
Saudações akiteiras e Boas festas!..
Soraya Guedes
Consultora e Pesquisadora Comportamentalista de cães Akitas desde 1987
Juíza da Raça Akita – CBKC/FCI 1993 a 2013
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terça-feira, 6 de outubro de 2015

Akita - Tosar, nem pensar...



Akita – Tosar? Nem pensar...
Quando chegam as altas temperaturas, a pergunta que paira no ar para muitos proprietários de Akitas é: “preciso tosar meu cão?”. E elas tem chegado em significativo número na minha caixa de e-mails...
É compreensível que este pensamento povoe a mente dos proprietários quando olham para o seu Akita, envolto naquele denso “cobertor” de pêlos , em meio ao calor.
Entretanto posso afirmar que a natureza os privilegia. Vamos refletir sobre como isso ocorre:
Assim como outras raças de neve, o Akita possui pelagem em duas camadas:
1 - o subpêlo: que atua como isolante térmico mantendo os cães aquecidos no inverno e refrescados no verão. Este é mais curto, abundante, fino e lanoso. Ele se avoluma muito com a chegada das baixas temperaturas - dizemos que os Akitas ficam parecendo ursos...rs.. Ficam lindos, exuberantes... Mas passando o tempo de inverno, chega a muda sazonal de pêlo que derruba o subpêlo preparando o organismo do cão para o calor. É aí que o subpêlo morre e se solta da raiz. É importantíssimo neste período retirar diariamente todo o pelo morto. Em breve, farei um post com dicas de manejo explicando a melhor maneira de fazer a retirada do subpêlo.
2 - o pêlo: esse é maior, mais espesso e tem por função regular a temperatura, a fim de “refrescar o cão” proteger o cão do sol , picadas de inseto entre outras...
Enquanto o subpêlo protege do frio, o pêlo isola os cães do calor.
A natureza é sábia e quando refletimos com atenção, compreendemos facilmente o funcionamento do processo regulação que ocorre durante as mudas sazonais de pêlos dos Akitas.
No Japão, por exemplo, na região de Akita, quando vai terminando o inverno e o gelo começa a derreter, o alto índice de umidade do ar forma uma espécie de “efeito estufa” ou “sauna” que se instala por um longo período. Nesta mesma época os cães perdem o subpêlo como forma de regular o organismo para enfrentar o calor e a umidade do ar. Muitos proprietários de Akita optam pelo uso de sopradores para aerar a pele dos cães, dada a umidade do ar decorrente do derretimento da neve.
Aqui no Brasil, os cães são favorecidos pelo vento, mas ainda assim podemos lançar mão do uso do secador de cabelo no ar frio, ou até mesmo um soprador, como possibilidades de levrar maior conforto para o cão. Alias, farei um post sobre a forma correta de usar o soprador em casa, fique atento.
Acredite! Tosar um Akita por conta do calor, é muito pior pra ele. A tosa em Akitas só é indicada em casos, muitíssimo específicos - um quadro cirúrgico por exemplo.
Se tosarmos o Akita, ele ficará exposto a uma série de fatores que poderão comprometer sua saúde. Poderá ser um caminho sem volta.
A boa notícia é que podemos ajudar nossos Akitas de formas bem criativas. Sabemos se refrescam pela boca, então podemos colocar cubos de gelo na água ou preparar grandes blocos de gelo – os meus faço em potes de sorvete – e deixar com eles, afinal é pela boca que os cães se refrescam. Veja aqui uma idéia bem bacana
É importantíssimo retirar dos cães, os subpêlos mortos, - que já se soltam em pequenos tufos - com escovação diária dividida em 2 vezes ao dia e também dando banhos quinzenais – apenas na época da muda.
Especialíssima atenção deve ser dada também, as almofadas das patas, para que não se queimem no chão quente. Testar a temperatura do chão com seus próprios pés. Se a temperatura estiver boa para os seus pés, com toda certeza estará boa para as patinhas do seu cão.
Ciente de que tudo está bem com seu Akita, desfrute o calor da estação vivenciando com ele momentos inesquecíveis...
Saudações akiteiras...
Soraya Guedes
Consultora e Pesquisadora Comportamentalista de Cães Akitas desde 1987
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sábado, 26 de setembro de 2015

Akitas, crianças, eco e reflexo ...



Akitas, crianças, eco e reflexo ...
Sabemos que o Akita traz no seu DNA quântico o imprinting da época samurai. Isso está fixado no âmago da sua essência possibilitando que seja aflorado, ainda nos dias de hoje, o temperamento e o comportamento impresso naquele tempo.
Ocorre que naquela época o cão convivia em meio a valores sociais, onde as pessoas e as crianças respeitavam o cão, cuidavam dele com amor. Um “cão samurai” andava solto entre as pessoas e só podia atacar pessoas consideradas intrusos Os cães naquela época atacavam apenas os intrusos. (no blog www.codigoakia.com.br tem um artigo falando de como Akita reconhece o dono: o amigo do dono, o estranho e o intruso -ou aqui mesmo na página nos posts anteriores...)
Nos pequenos vilarejos as pessoas se conheciam, então era mais simples para o cão saber quem era o estranho, quem estava apenas de passagem e “quem” ou “quando” essa pessoa se tornava um intruso .Hoje o pequeno vilarejo se tornou a nossa casa.
Os cães praticamente traziam consigo desde o nascimento, a compreensão de respeito e autoridade. Bastava apenas que o despertamento da essência que ele já possuía, fosse feito da forma correta. Assim os Akitas respeitavam os estranhos sem os atacar. Os cães reconheciam os “filhotes humanos” e cuidavam deles independentemente de quem fossem seus pais. E como se comportavam as crianças no Japão naquela época? Elas aprendiam desde pequenas a amar e respeitar , admirar e até a cuidar dos Akitas. Naquela época as crianças já aprendiam que aquele cão era de grande importância, pois era ele quem ajudava na segurança da terra acompanhando o samurai. Então as crianças amavam os cães, elas os acarinhavam lhes davam comida. Quando chegava um Akita, para as crianças era motivo de festa. Elas corriam para recebe-los.
Os cães retribuíam às crianças o carinho e se deixavam tocar pelas crianças pois elas apenas lhes dava amor e carinho. Sabemos que a sensibilidade do cão Akita grava muito profundamente os laços emocionais então quando uma criança o acarinhava, ele gravava este carinho... e quanto mais a criança tinha contato com ele, e o acarinhava, mais ficava impressa na essência cão a intenção que partia do coração daquela criança. E o mais interessante é que enquanto visitavam os vários vilarejos, as crianças iam crescendo, mas os cães sempre se lembravam delas.
Então o samurai fazia a sua parte, despertando no cão seu instinto tanto para a hierarquia de autoridade, como respeito e cuidado para com as crianças dos vilarejos por onde passavam.
No japão antigo isso era absolutamente normal. Nem se imaginava algo diferente disso. As crianças aprendiam isso desde tão pequenas de forma tão natural quanto como aprendiam a andar. Não existia sequer outra possibilidade de tratamento para os cães que não fosse amor, carinho, respeito e extremo cuidado.
Então saímos então do Japão antigo , viajamos no tempo e chegamos em 2015, aqui no Brasil.
E nesta sociedade contemporânea, o que esperar dos cães? O que esperar das crianças? Que esperar dos adultos?... Fica aí a proposta para reflexão...
Um passeio rápido em um shopping ou supermercado, e percebemos como está comprometido o comportamento de algumas das nossas crianças.
Da mesma forma, uma caminhada pelas ruas e podemos ver em alguns portões o quanto está comprometido o comportamento de alguns dos nossos Akitas.
Sejamos nós criadores, ou proprietários, estamos dando aos Akitas condições para o despertamento de sua essência? Até que ponto os cães estão sendo tolhidos? Até que ponto nós estamos tolhidos, deste despertamento, por esta sociedade contemporânea com todas as suas vertentes de terceirizações mil?
E por outro lado, sejamos nós os pais, parentes ou amigos, será que estamos dando condições adequadas às nossas crianças para o despertamento de sua essência? Até que ponto estão sendo tolhidas? Até que ponto todos nós estamos sendo tolhidos por esta sociedade contemporânea consumista?
Quando as crianças e cães se encontram cada deve dar de si sua essência. O encontro é muito feliz, quando o melhor de cada um foi despertado. Cada um tem o seu melhor a oferecer, um ao outro. Mas quando um dos dois, ou pior ainda tanto cão quanto a criança, não estão despertos, o encontro pode ser desastroso.
Cães e crianças, precisam desde bem pequenos de harmonia na convivência. Precisam desde pequenos compreender a autoridade dos pais, tanto um quanto outro. Precisam os dois perceber claramente que a autoridade deve ser respeitada.
Autoridade se exerce com amor, respeito e limite tanto para as crianças quanto para os cães.
Entretanto é o cão que acaba sendo sempre responsabilizado e taxado, equivocadamente, de “agressivo”. Precisamos cuidar dos “nossos” cães. Precisamos cuidar das “nossas” crianças.
Precisamos ficar muito atentos e observar muito bem o que está verdadeiramente ecoando e refletindo a partir de nós, das nossas crianças em nossos cães.
Todos nós em algum momento precisamos de ajuda para ter desperto em nós o amor, o respeito e o cuidado com a natureza. Quanto mais cedo aprendermos isso melhor. E quanto mais cedo aprendermos isso melhor, pois desfrutaremos de uma vida feliz.
Nós precisamos ensinar as nossas crianças a amar os cães, explicar que eles também sentem fome, sede, dor, frio e calor. Ensinar que ele não gosta de ser importunado, assim como ela também não gosta. Ensinar que ele é um ser que está vivo, e não é um boneco que ela possa chutar, machucar, ou destratar.
Precisamos prestar atenção nas nossas crianças e ensiná-las com amor suficiente que possibilite a ela transbordar ao cão, e receber dele o retorno deste amor. E principalmente dar a elas a oportunidade de conhecer o retorno, em AMOR, que o seu cão poderá lhe dar.
O comportamento do Akita é reflexo daquilo que ecoa neles... Assim como as crianças. O comportamento deles nos mostra isso claramente, mas por vezes não conseguimos fazer a leitura correta. E as vezes sabemos que tem algo errado, mas não sabemos o que fazer nem como devemos agir.
Como escrito no meu livro “ Maravilhosos Akitas” lançado em 1999 - edição esgotada – com relação aos Akitas “...todo Akita deve ter linhagem, nobreza e berço...” para ser equilibrado. Este é o grande segredo para que conheçamos qual seja o comportamento de um Akita equilibrado.
Por isso decidi criar a página Código Akita. Esta foi a maneira que encontrei de colocar o meu conhecimento a serviço do despertamento dessa “essência” que todos temos de alguma forma habitando em nós, sejamos adultos ou crianças. Da mesma maneira acontece com os cães.
Deixo os textos, uma indicação do que se deve procurar como temperamento do Akita. Sabemos que muitos cães não apresentam o comportamento por mim descrito pelos mais variados motivos, porém a essência ainda habita em cada um deles, e sob condições adequadas pode ser desperta, ativada e consolidada.
Em dias como os de hoje , todos, de alguma maneira, precisamos de ajuda. Seja para lidar com os cães, para lidar com as crianças, para lidar com a sociedade... Precisamos da chance de poder cuidar uns dos outros, de trabalhar juntos pelo despertamento do que temos de melhor e mais puro em nossa essência.
Que esse despertamento ecoe refletindo equilíbrio e harmonia no respeito, no cuidado, carinho e amor : em nós, em nossas crianças e em nossos "Maravilhosos Akitas".
Saudações akiteiras...
Soraya Guedes
Consultora e Pesquisadora Comportamentalista de Cães Akitas desde 1987
Juíza Especializada na Raça Akita – CBKC/FCI 1993 a 2013
Obs.: compartilhe, publique, replique – não altere o texto e lembre-se dos créditos
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